Resenha (série): Jessica Jones

Título: Jessica Jones
Produzido por: Parceria Marvel/Netflix
Episódios: 13
Temporadas: Esperamos que tenha a segunda









Jovens, parem tudo que estão fazendo e se já não assinam, corram atrás desse primeiro mês grátis da netflix! Jessica Jones está demais! A netflix está investindo pesado na sua parceria com a Marvel, Demolidor foi um sucesso das criticas e já tem segunda temporada confirmada para o ano que vem, e Jessica Jones veio com a missão de pelo menos repetir o sucesso da antecessora, e vou te contar, ela conseguiu.
Jessica não é muito conhecida do público, apesar de ter participações em vários arcos e de ter tido relacionamentos amorosos com Luke Cage (Poderoso) e Scott Lang (Segundo Homem Formiga), sem falar que já foi colega de Peter Parker, mas agora com certeza está cativando o público e preparando o terreno para Guerra Civil.
Assim como Demolidor, a série retrata uma Nova York cheia de crimes, escura, politicamente incorreta, a cidade que nunca dorme, mas dá suas escapadinhas. Com menos foco no bairro de Hell´s Kitchen (Não gente, não é o programa do SBT e o chefe Carlos Bertolazzi não vai gritar com ninguém) e também conta com uma protagonista atormentada, que não tem nada de santa, com sentimentos complexos e um comportamento que nada lembra uma heroína.
Se vocês estão acostumados com o tom mais "leve" de Agents of S.H.I.E.L.D e dos filmes do Universo Marvel, talvez queira diversificar, a série é um tanto sombria, ninguém é o que parece ser e ameaças surgem a todos os momentos e em todos os lugares, em várias tomadas eu me sentia incomodada e ainda tenho a sensação de estar sendo seguida rs é horripilante e ao mesmo tempo fantástico.
Jessica é detetive particular da Alias (Codinome investigações em português) e trabalha sozinha, geralmente acompanhada de um uísque e da sua câmera, ela vive entre esposas traídas e pessoas desaparecidas. Ela possui força sobre-humana e pode voar. (Em suas palavras pode parar carros em baixa velocidade e cair controladamente kkk Vai nessa...)
Mas precisa enfrentar o seu passado, quando ele ressurge e volta a atormentar sua vida e seus clientes.
Ele no caso é Kilgrave, o homem púrpura se você não conhece o nome, ele tem o poder de controlar mentes, o que a um primeiro momento pode parecer bobo, mas é o que move a série, o suspense, o perigo que vem dos lugares onde menos se espera, se as pessoas estão falando a verdade ou se são controladas, é o ponto chave da série. Claro, que se Kilgrave fosse mais "controlado" ironicamente, seria um vilão mais badass, mas a gente vê que o cara é maluco e fica perseguindo Jessica, mas ao invés de ir atrás dela fica mandando um monte de gente se matar ou matar os outros, se não fosse assim, não teria a série, né? rs
Trish Walker é a melhor amiga de Jessica, e apesar de brigarem muito (por serem bem diferentes) nota-se que as duas se amam e querem proteger uma a outra, apesar de tudo, as cenas delas são sempre boas, passando o sentimento sem melodramas ou chororô desnecessário.
Para finalizar a lista de personagens principais, temos Luke Cage, ele é praticamente indestrutível, também tem traumas do passado, e a quimica entre ele e Jessica é palpável. A tensão sexual entre os dois é inegável e as cenas são fortes e sem sutileza ou delicadeza, ponto para netflix, que vai produzir uma série apenas para Cage ano que vem.
Uma das coisas que mais conquistaram nessa série, foi o poder das protagonistas. Você não verá nenhuma mulher submissa ou precisando ser salva aqui. Trish a um primeiro momento pode parecer uma patricinha da televisão, mas você não sabe com quem está se metendo, parceiro. Esse ponto me conquistou e fez com que eu me interessasse muito mais pela série, Jessica não é só "bonita", ela não veste um maiô e sai por ai matando gente e mostrando a bunda ou os peitos. O que vemos aqui é atuação sem estereótipo e sem nudez apelativa, mostrando que nós aceitamos sim protagonistas femininas, como em Agent Carter e SuperGirl, e ainda dizem que um solo da Viúva Negra ou Mulher Maravilha não atrairia o publico. Senta la, Claudia.
Outra coisa legal é o fato da história já começar te dizendo o que a Jessica é, aos poucos vamos vendo o seu passado e a origem dos seus poderes, mas não procurem um episodio só para isso ou uma explicação sensata, as coisas vão acontecendo e você não fica perdido kk 
Enfim, Jessica Jones se saiu melhor que Daredevil, na minha humilde opinião, se ela valer alguma coisa. Dentre outras coisas porque a história empolga rsss Apesar de não ter sangue e violência toda hora, você sempre é surpreendido, e isso é muito bom. Espero que tenham gostado e que deem uma chance a série.

PS: Já acabou Jessica?? (NÃO RESISTI)
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Resenha:(livro) Guardião? - Eleonor Hertzog

Título: Guardião?
Autora: Eleonor Hertzog
Editora: Mundo Uno
Páginas: 134

Vida e morte
Dia e noite
Sombra e luz

A cada verso, seu reverso.
A cada ação, sua reação.
A cada poder... Seu preço!

Seu poder é gigantesco, meu jovem.
Por isso, você é o Guardião.
Na verdade, você é mais do que um simples Guardião.

Mas...
                                       E se o preço do seu poder for a vida de quem você ama?
Gente, PARA TUDO! Só a Eleonor não para! Se eu sou fã assumida de Cisne e Linhagens (confiram as resenhas no link) imagine agora com esse Spin-Off? SOCORRO, eu acho que vou ter vários desmaios quando Talismãs finalmente chegar nas minhas mãos.
Enfim, agora que vocês já leram as resenhas, devem saber que Cisne e Linhagens são monstrinhos (por serem bem grandinhos kk) e Guardião? é bem pequeno em comparação, por ser uma história paralela e tal, por isso se você quer começar suavemente, pode ler ele primeiro, a autora faz um prefácio antes te dando informações úteis.
Enfim, o livro fala sobre Steve(que tem mais nomes que Khaleesi) e Harmon Breterech, filhos adotivos da renomada cientista Mada Breterech, mas será que é só isso mesmo? O que eles tem de especiais? O que faz essa historia ser tão importante que ganhou um livro inteirinho só pra ela? 
Ai meus amigos, não há palavras que expliquem, só lendo para sentir a emoção. A Eleonor tem um jeito de escrever, que faz com que você não queira parar de ler, sério, Guardião? chegou de manhã, a noite eu já tinha lido e escrito a resenha, não tem como parar.
Narração super fluida, a história te deixa envolvidissima(o), por se tratar de personagens que a gente já conhece, podemos até pensar que não seria uma leitura importante, mas o passado do Steve realmente não pode ser deixado de lado, e achei super válido um livro só para mostrar a relação dele com sua familia/história e também por mostrar um lado mais humano do chatissimo principe de Sarad (Harmon) kkk Acho que a história ficaria muito superficial, mesmo que tivesse um capitulo só para ela em linhagens, porém isso abre precedentes para que eu peça um livro de cada personagem rss Gente, não tem como não amar todos! (ou odiar uns e outros).
Ok, mas voltando a realidade, Eleonor sempre terminando seus livros com enigmas, eu confio nos meninos, sei que vão tomar as decisões certas pela sua geração, mas até eu saber quais são essas decisões, tem muito caminho pela frente! Sem contar que eu PRECISO saber como é Champ-Bleux, a escola cientifica mais tecnológica da Terra, para onde a maioria dos personagens vão ou já foram rs Para saciar nossa curiosidade, Talismãs devia ter pelo menos umas 1000 páginas!
 Mudando de assunto, vamos falar da capa, meus amigos, que capa mais linda! Todos os livros são lindos, mas guardião? tem um ar sombrio e eu adoro esse tom de verde, sem contar que os marcadores são mais lindos ainda. Se eu fosse vocês só pela sinopse que tá bem poética, eu já tinha comprado o livro rs
Enfim, é sempre maravilhoso ter essa sensação de acolhimento, quando você volta para uma história que ama, não é verdade? Lendo as histórias que Eleonor posta no Wattpad (Olho do Feiticeiro, Ruiva) eu lembro de novo como é bom se sentir em casa, mesmo que a casa seja um livro (ou um barco), viajar sem sair do lugar é ótimo, viajar com os velhos amigos e conhecidos é melhor ainda. Amei Guardião? e não vejo a hora de ler mais sobre esse mundo fantástico, Eleonor certamente está no topo da lista dos escritores que meus filhos terão o prazer de ler.
Aproveito a oportunidade para agradecer a autora por ter enviado marcadores e alguns exemplares do conto Ruiva? para serem distribuidos no sorteio do blog! Aguardem mais informações, beijos <3
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Lista: Clássicos Disney que você precisa relembrar nesse feriado

Pois é meus amigos, o dia das crianças está se aproximando e você não pode perder a oportunidade de relembrar a sua infância, não é mesmo? Por isso listei aqui filmes que marcaram nossa vidinha e fizeram a gente ficar quietinho em frente a TV pra mamãe e papai ficarem em paz kkk 
Nós crescemos, mas não é por isso que deixamos de gostar de desenho! Aproveita pra se divertir:


1- O rei Leão


Gente, para tudo né, eu assisti o rei leão em fita VHS umas 2048232873 vezes, mas isso não quer dizer que eu não goste de assisti-lo de vez em quando! Quem não se emociona com a história de Simba? Quem não sente raiva de Mufasa, quem não canta Hakuna Matata!! ISSO É VIVER, É APRENDER... (pare de ler no ritmo)

Enfim, parem de encher seus filhos com Peppa Pig e Galinha Pintadinha, mostre "O rei Leão" pra eles, tenho certeza que vão gostar, assim como e eu e meio mundo de gente rs Com certeza é um filme que não importa a idade, vai ser para sempre lembrado, coloca na lista ai.








2. Mulan 



O que??? Você nunca assistiu Mulan?? DESONRA! Desonra pra tua familia, desonra pra tu, desonra pra tua vaca! Pare o que está fazendo IMEDIATAMENTE (mentira, não para não, continua lendo!) e vá assistir uma princesa de verdade, não essas florzinhas que perdem sapatinhos. Mulan vai pra guerra, defender a familia e o país. Anota ai gente, Mulan 1 e 2.
Já assisti milhões de vezes também, mas nunca enjoei, amo esse filme <3











3. 101 dálmatas

Meus pais não gostavam de cachorros, mas eu queria ter 101 dálmatas kk E quem nunca quis? Roliço era meu preferido né, combina comigo rss 
Quem nunca odiou Cruella De'Vil? Ai gente me deu saudade... Amo demais esse desenho, já quero assistir de novo. Passou um tempo no SBT ou era na globo? Não lembro, mas assistia sempre <3












4. Branca de Neve


Ah gente, quem nunca assistiu esse clássico?
 Mesmo eu pequena, ficava lá querendo ser a branca de neve, pra cantar com os passarinhos e deitar nas 7 caminhas dos anões kk
Ficava com raiva da madrasta, e queria assistir a fita de novo e de novo rss
Enfim, está nos clássicos que quero rever! (Considerem que Branca de Neve aqui, esteja representando todas as outras, Cinderella, A Bela e a fera, A Bela adormecida...)










5. Hércules


Eu assisti tanto o filme, quanto o desenho que passava na TV e ainda amava assistir a série kkk Hércules e Xena, a princesa guerreira, melhor crossover de todos os tempos rss

Mas, voltando ao assunto... Quem não gosta das aventuras do nosso heroi atrapalhado? E de quebra ainda passear pela Grecia, adoro Hercules e com certeza assistiria nesse feriado!











6. Tarzan


Minha gente, eu assisti tanto Tarzan, que sei as falas até hoje kkkk "MEUS FÃÃÃS EU CHEGUEIIIII, YEAAAH , muito obrigado, muito obrigado" Lispector, Terk.

Quem não gosta das aventuras de Tarzan e Jane? E aquele tiozinho mais fofo do mundo <3 Quem não sente raiva daquele gorilão metido e ama a mamãe do Tarzan? Juro que sinto pena quando contam a historia dos pais dele oooown
E eu ainda jogava Tarzan no play 1 kkk Saudades imensas <3










7. Mogli, o menino lobo


 Mogli sempre foi o que menos gostei, não vou mentir, mesmo assim eu tinha empatia muito grande com ele, e achei que não seria correto deixar ele de fora, tem musicas bem legais e cenas memoráveis. Com certeza voce deve assistir, porque o verdadeiro filme do Mogli está chegando, então tenham uma ultima imagem do menininho inocente.












8. Pocahontas


 Depois de Mulan, Pocahontas era minha princesa favorita de todos os tempos <3 Eu não queria parar de assistir esse filme porque a história me encantava e encanta ate hoje, e porque Pocahontas não é lá muito alegrinho, sempre que alguem brigava comigo eu botava ele pra assistir kkk














9. Alice no pais das maravilhas


 Aii Alice, como eu amo esse filme, tão inocente e obscuro ao mesmo tempo, sou louca por ele e assisto sempre que posso, também gosto de ler as várias versões da história.

Se eu tivesse dinheiro compraria todas, são tão lindos os livros, cada ilustração! 
Simplesmente assista, agora que está grandinho, pode ver com outros olhos...










10. O Corcunda de Notre Dame

Admito que ia colocar Peter Pan aqui, mas me lembrei que O corcunda de Notre Dame sempre me chamou mais atenção, primeiro pelo amor impossivel de Quasimodo por Esmeralda e também por ele ser feio e sentir o preconceito na pele. Sempre usei óculos e nunca fui magra, então já ouvi de tudo que voce pode imaginar, e sempre encontrava conforto na situação de Quasimodo, que nunca desistiu, apesar de ser como ele é. Realmente é um ótimo filme.
Sem contar que ele era amigo de gárgulas de pedra, e meus melhores amigos eram brinquedos, então, não tem como não gostar dele kkk
Então gente, sei que não pude contemplar todos os gostos, tem muito filme bom e mais novo que não está aqui, como A princesa e o sapo, Valente, Os incriveis e até alguns clássicos como A dama e o vagabundo, Bambi, a espada era a lei... Enfim, espero que tenham gostado, coloquem nos comentários suas outras preferências e vamos ser crianças de novo, pelo menos por algumas horinhas rsss Tenham um bom feriado <3

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Resenha (filme): Que horas ela volta?

Título: Que horas ela volta?
Direção: Anna Muylaert
Gênero: Drama
Atores: Regina Casé, Camila Márdila, Michel Joelsas



A pernambucana Val (Regina Casé) se mudou para São Paulo a fim de dar melhores condições de vida para sua filha Jéssica. Com muito receio, ela deixou a menina no interior de Pernambuco para ser babá de Fabinho, morando integralmente na casa de seus patrões. Treze anos depois, quando o menino (Michel Joelsas) vai prestar vestibular, Jéssica (Camila Márdila) lhe telefona, pedindo ajuda para ir à São Paulo, no intuito de prestar a mesma prova. Os chefes de Val recebem a menina de braços abertos, só que quando ela deixa de seguir certo protocolo, circulando livremente, como não deveria, a situação se complica.
Olá amigos, estou aqui com a resenha de um filme que particularmente eu gostei muito. Mas se você tiver algum preconceito com o cinema nacional, com a atriz principal ou porque o filme é dirigido por uma mulher, leia com muita atenção e dispa-se dos conceitos errôneos pré-formados.
Não sei por onde começo elogiando o filme rs Pois tenho tanto pra falar e as ideias circundam minha mente a todo momento, prontas para ganharem vida, mas escorrendo pelas minhas mãos quando tento colocá-las nessas linhas imaginárias, mas vamos em frente.
O filme é ardiloso, polêmico, agoniante, mas não pense que ele é chato, exatamente por ser assim, é que é bom. Gosto de filmes que me fazem pensar, que quando acaba a película, ainda não acabou em mim, e esse é exatamente assim.
No meio de uma crise e num pais insistentemente segregacionalista, Anna e Regina desafiam a sociedade, escancarando sem medo a realidade, fazendo os europeus ficarem de cabelo em pé e nós, brasileiros, escondendo o rosto e afundando na cadeira, a medida que as cenas se tornam cada vez mais comuns e menos animadoras.
Regina é Val, uma empregada que, ironicamente, deixou sua filha em Pernambuco e foi buscar emprego em São Paulo, cuidando de Fabinho, filho de uma familia rica na capital. Além de cuidar de Fabinho, Val cuida da enorme casa, enquanto dorme no quartinho dos fundos. Na verdade, ironia é o que não falta no filme. Val é quase da familia, mas não pode sentar na mesa, não pode usar a piscina, não pode isso, não pode aquilo, tem que saber o lugar.
O que ela não esperava é uma ligação de sua filha Jéssica, dizendo que ia fazer vestibular para a mesma faculdade onde Fabinho também almeja estudar e ia se mudar para São Paulo. Feliz com a noticia, mas sem ter onde acomodar Jéssica, Val pede para dividir o quartinho com a filha.
Claro que os patrões aprovam e ficam até felizes com a vinda da menina, mais mão de obra, o que eles não imaginam é que a presença da garota vem para destruir a artificialidade da casa e pôr a prova o verdadeiro lugar de cada ser dentro do lar moderno.
Com diálogos bem construidos, curtos, tomadas com ângulos muito bem colocados, dando um ar casual ao filme, tiradas engraçadas, deixando o drama mais suave, sem caricaturas. E com uma atuação realmente brilhante e digna de todos os prêmios de Regina Casé, vamos aos poucos nos vendo em cada personagem.
O que nos deixa irritados, é Jéssica querer mudar a rotina da familia. O que imaginar da filha da empregada que quer dormir no quarto de hóspedes, que quer estudar numa faculdade tão bem conceituada, uma nordestina! de escola pública! O que será que está acontecendo nesse pais? Sentar a mesa da sala de jantar? Ler os livros da estante, tomar sorvete importado. Eu mesmo me vi indignada com certas situações, mas depois levei um tapa na cara quando Val disse "- A gente já nasce sabendo o que pode e o que não pode fazer. Já nasce sabendo qual o nosso lugar."
Qual é o nosso lugar? A gente que é privilegiado, sabe qual o nosso lugar, seja no trabalho, seja em casa, ou na universidade, que até pouco tempo não era reservada a classe C (e ainda não é totalmente). Que horas ela volta? Preciso assistir esse filme mais vezes.


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Resenha (livro): Condão - Giordano Mochel Netto

Título: Condão
Autor: Giordano Mochel Netto
Páginas: 400
Editora: Novo Século - Selo Jovens Talentos da Literatura Brasileira
Edwardo é um jovem programador virtual do Instituto Tecnológico do Rio de Janeiro e tem uma vida totalmente organizada e estabilizada na sociedade ultratecnológica. Suas poucas preocupações se resumem ao trabalho, ao relacionamento apaixonado com a namorada Sílvia, biogeneticista, e à amizade antiga e franca com Jânio, professor de História Moderna e especialista na Teoria do Condão. No entanto, sua vida dará uma enorme guinada quando, involuntariamente, presencia o assassinato de 2 jovens por drones responsáveis pela segurança pública. Não era para estar lá. Em uma fuga alucinada, onde sua vida mantém-se permanentemente em risco, Ed arrasta Jan e Sílvia em uma busca incessante pela explicação dos assassinatos através de diversas regiões do Brasil. O trio descobre que esta verdade envolve vários fatos obscuros que levaram a sociedade ao atual nível de desenvolvimento, uma revelação estarrecedora.

Olá amigos, estou de volta com mais uma resenha, dessa vez de um livro MARAVILHOSAMENTE bem escrito pelo nosso parceiro Giordano Mochel Netto. Estou com muito medo da minha resenha não ser o suficiente. Esse livro me cativou muito, não sei se minhas palavras farão jus ao que eu li. Mas vamos em frente.
Condão se passa num Brasil futuristico (adorei essa ideia, somos muito americanizados por aqui, se pensamos numa distopia os EUA tem que ser pano de fundo, a trama me ganhou a partir dai) e muito moderno, sendo o Centro econômico e tecnológico do mundo, tudo isso por causa de um gênio mirim, quer dizer, jovem, que  desenvolveu um software (CONDÃO) que ajudaria o sistema judiciário a trabalhar com mais eficiência, e se você está pensando que é pouca coisa, foi um adolescente que desenvolveu esse programa, que ao invés de só auxiliar a justiça, se tornou a própria, pois uma máquina não é corruptível e faz seu trabalho muito bem, obrigada, prendendo todos os corruptos por seus crimes e erradicando de vez a fome e a pobreza no Brasil. Jeremias não era só um jovem visionário, ele era um líder, O líder da nação brasileira!

O interessante desse livro (dentre tantas coisas) é que este futuro é quase que totalmente plausivel rs toda a segurança, limpeza, saúde, alguns tipos de transporte, etc são coordenados por drones altamente habilidosos e tão bem programados que podiam até entender emoções e caracteristicas humanas, (vide Públio, que é meu drone preferido de todos os tempos <3), ou simplesmente encaravam os humanos com a pura lógica das máquinas, sem realmente compreender sua essência mutável (Crasso, androide mais repugnante não há).
Mas, falando do protagonista... Edwardo Marx vivia tranquilamente na sua vida de programador, quando aproveitou um tempinho extra em cima do telhado de um porto (ótimo lugar pra se distrair , não?) quando presencia o assassinato de dois jovens por drones, porém esse tipo de comportamento não é aceito pelas regras do software "Condão", ou seja, eles estavam indo de encontro a justiça. Confuso com o que acabara de ver, Ed foge desesperado, com muito medo de ser descoberto e morto também, ele decide ir embora do Rio de Janeiro e leva com ele um amigo, o professor de história Jânio (Personagem encantador, que tem uma quedinha por objetos antigos e STAR WARS <3) e a namorada, a biogeneticista Silvia.
Óbvio que não vou contar o que aconteceu nessa fuga pelo nordeste do Brasil, esse momento é muito importante pois descobrimos que Ed e seus amigos não estão completamente sozinhos nessa batalha. O que vocês podem e devem saber, é que o Giordano não deixa uma pontinha solta, a não ser no final, que ai solta tudo rss Sério, vocês PRECISAM ler esse livro, que final foi esse? Enfim, os personagens são bem construídos, mas não aprofundados, pois a história preocupa-se com outros detalhes muito mais importantes. Enfim, toda o contexto é bem construido, cada coisa tem seu lugar, mas não confie em apenas uma versão de uma mesma história, tudo pode mudar, inclusive as pessoas.
Então, assim como Cisne da Eleonor Hertzog que foi resenhado aqui anteriormente, o livro não é de fácil leitura, como outras distopias que são bem trabalhadas porém um pouco superficiais, aqui o ritmo vai do lento a ação extrema, mas tudo isso tem importância para o enredo, afinal, há muitas coisas que precisam ser explicadas antes do sangue e da violência rs Mas, uma leitura mais densa não é ruim, nunca é, pelo contrário, trabalha nosso cérebro, nos faz ter mais paciência e melhora nossa capacidade de absorção. Eu amei a leitura e está na lista para que eu repita, indico a todos, espero que também tenham este prazer.
Um dos personagens que mais me identifiquei foi o programador Edwardo, não só pelo fato dele ser programmer, protagonista, fofo e corajoso, mas sim pq ele é (teimoso) e não aceita seu nome tão bem, assim como eu kk Temos nomes esquisitos, que no final, só nos tornam mais diferentes e interessantes. Mas ambos aceitamos né? Fazer o que. Apesar desse W me incomodar na leitura, eu fico querendo ler "EDIUARDO" rs vai falar pra minha mente que não posso ler assim?
Falando em protagonistas, pensem em uns personagens que dividem corações viu? Se você tem um ponto de vista, segure firme, porque eu perdi o meu diversas vezes no decorrer da história rss Na mesma hora que odeio alguém, eu já estou gostando. Quando pensamos que o povo é bonzinho, querem matar todo mundo. Segurem os forninhos e botem a mente pra trabalhar, eu elaborei tanta teoria conspiratória, que já posso virar detetive, em cada linha ficava procurando uma pista! Este livro realmente não é do tipo que você lê e esquece. Uma certa feita o Giordano me disse que escreveu o livro, para que ele ficasse na cabeça das pessoas por umas semanas e queria que ele gerasse discussões. Fico feliz em informar que em mim ele gerou as duas coisas, e não sei por quantas semanas vou ficar pensando nos rumos desta história. Segundo livro, venha logo por favor!!

Quanto a diagramação, o livro tem a capa LINDA e veio numa caixinha mais linda ainda, com uma capinha nova do livro, dois marcadores e cards com desenhos dos personagens, se vocês também querem adquirir esta caixinha, entrem em contato com o Giordano pelo facebook ou clique em Comprar agora na página e não perca tempo para deleitar-se com esta obra da literatura nacional.
E ai meus amores, o que acharam?? Já estão curiosos pra ler?
 PS: Esses cards são lindos quero colar na parede do meu quarto!
PS2: QUE CAPA ESPECIAL LINDA <3


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Do lado de fora do Tenda

Olá pessoas lindas, estivemos pensando em fazer uma coluna que fuja do assunto que nós normalmente tratamos aqui, mas que não saia 100% do mundo literário, cinematográfico, televisivo, etc...
Aqui nós postaremos textos autorais, poemas, contos, músicas, histórias da nossa vida particular, enfim, coisas que gostamos muito! Espero que todo mundo goste, a sua opinião é sempre bem-vinda!
Pensei em começar essa coluna com um conto, mas eu não consigo terminá-lo de jeito nenhum! Espero que um dia eu possa postá-lo aqui, mas ele exige muita maturidade, e eu preciso atingi-la lendo muito mais livros e assistindo muito mais séries e filmes. Portanto, eu achei legal compartilhar com vocês algum texto que eu tenha escrito, procurei muito e cheguei a conclusão que ,antes de ler, vocês devem levar em consideração que eu sou muito dramática e emotiva. Eu adoraria que vocês pudessem acompanhar o texto ouvindo essa música (<- tradução):



Ela significa muito para mim e acho que combina perfeitamente com o tom do poema, ele não é grande, mas dá pra vocês curtirem um pouco ou sofrerem comigo né?


" Uma estrela, fonte de calor,
Morre e brilha fria no céu,
Pálida e brilhante,
Branca e inconstante,
Paira a me observar,
Acima de mim, vigiam,
Girando sem sair do lugar,
Numa dança infinita e macabra...
O céu é um funeral,
E todas as noites contemplamos,
Na segurança de nossas casas,
Das janelas e sacadas,
O retorno dos mortos.

Foi pensando nas estrelas que eu vi a minha inocência perdida, refletida naqueles olhos.

 Mas uma vez que descobrimos tais segredos, 
Não há como voltar atrás.
Se tudo é uma questão de tempo,
Ele não tem tempo para nós.
Não pedi que do céu voltasse,
Pois estou atada a(o) nós.
Que prendem nossas mãos,
que acariciam e maltratam,
Com tamanho e estranha força,
o quanto dói o coração?
Pois este corpo a ti pertence,
Assim é como é tua a minha solidão.
Até mesmo em tua companhia,
Alimento-me dos restos de atenção
É o que ofereces,  eu entendo...
Só me agonia este pensar,
Se é triste o meu penar,
Não sei viver se não sofrer,
Estrela morta a cada dia nos braços teus,
Sufocando teu pranto nos beijos meus,
Hão de saber que é feio o fim,
Mas ei de alegrar-me enfim,
Se só o meu coração se partir".


Então crianças, o que acharam? Perdoem o drama e não desistam de mim kkkkkk (Malu), isso é o que dá a pessoa sozinha por muito tempo, vira poeta e começa a sofrer até com comercial de margarina, é triste viu irmãos? kkkkkk
Espero que tenham gostado da proposta dessa coluna nova, e também espero que tenham gostado do texto. Não vou prometer a vocês que de uma próxima vez eu virei com um tema mais alegre, mas nunca se sabe né ?

Destaque para a nebulosa da Hélice (na segunda foto) que está passando pelo seu ultimo estágio de vida e para uma estrela morrendo (primeira foto) com o núcleo exposto, capturada pelo Hubble <3
E essa música do The Civil Wars que parte meu coração, vou ali chorar, Adeus kkkkk



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Resenha (documentário): A carne é fraca


Título: A carne é fraca
Ano de produção: 2004
Duração: 54 minutos
Produção: Instituto Nina Rosa – projetos por amor à vida

Recomendado para maiores de 14 anos.
Alguma vez você já pensou na trajetória de um bife antes de chegar ao seu prato? Nós pesquisamos isso para você e contamos neste documentário aquilo que não é divulgado. Saiba os impactos que esse ato – de comer carne representa para a sua saúde, para os animais e para o planeta. Com depoimentos dos jornalistas Washington Novaes e Dagomir Marquezi, entre outros.

Hoje teremos uma resenha um pouco diferente (por se tratar de um documentário) e com um assunto extremamente delicado, que divide opiniões como times de futebol. Percebo que o veganismo tem virado pauta em diversos lugares e o que mais vejo são pessoas opinando sobre um assunto ao qual não tem conhecimento. Por conta disso resolvi trazer pra vocês esse documentário magnífico e que traduz tudo que penso a respeito do assunto. 

Bom, conheci o documentário logo depois de tomar aquela que talvez tenha sido a melhor decisão da minha vida: dar um basta ao consumo de carne. Apesar de ter alguns conhecimentos zootécnicos, visto que estudei em uma escola agropecuária, o documentário me chocou do começo ao fim. A ideia que perdurava em meus pensamentos era: "eu achava que sabia como as coisas funcionavam". E talvez esse seja o pensamento que percorre o imaginário da maioria das pessoas... 
"Eu queria muito que esse documentário não fosse necessário, mas ele é mesmo indispensável, acho que todas as pessoas tem o direito de saber o que se esconde por trás desse hábito aparentemente inocente de comer carne."- Nina Rosa
O documentário se inicia com os fatores ambientais relacionados a produção de carne, apontando questões como desmatamento, já que é a maior responsável por isso nas florestas, serrados e caatingas brasileiras. Como? Transformando esses lugares em pasto. Mas e a soja que também é responsável pelo desmatamento? A produção de soja no Brasil tem prioridade em alimentação bovina, fechando o ciclo de culpados. 
"O consumo de carne, hoje, é o pior problema ambiental e social do planeta." 
O documentário aborda até a questão da fome. O que dá pra concordar com os argumentos fazendo uma rápida equação: Eu uso A para alimentar B que por sua vez alimenta um pequena parcela de C, não seria mais viável e inteligente que A alimentasse completamente  C? Pois bem, esse é o dilema... 

Outra questão muito interessante que é colocada em pratos limpos: Por que existem países que não trabalham com produção de carne nem para o uso interno? Porque esses países se atentam ao males causados no meio ambiente, se os problemas ambientais estivessem inseridos no preço dos produtos de origem animal, esse preço seria inviável. Nesse trecho o filme deixar claro que a questão é muito mais intensa, envolve exportação que é o que lidera nossa produção no agronegócio.

E o que falar da senciência animal que é mais que evidente?! Eles mostram inteligencia, linguagem, capacidade social...
"Se já não há dúvidas que os animais são tão sensíveis quanto nós, e se sabemos o quanto eles são pacíficos e inocentes, por que tanta dor e tanta injustiça?"
A indústria se apropria do nosso imaginário de que a vaca está feliz naquela embalagem de leite, o porquinho sorri em um pacote de bacon, está tudo bem, eles são felizes mas agora é hora de ir pra panela e continua tudo bem. Mas a realidade está longe disso, a indústria que produz é capaz de passar por cima de qualquer coisa para obtenção de lucros e mais lucros.
Há quem imagine que os males param na carne, mas o documentário aprofunda muito mais a problemática, que vai desde a produção de leite e ovos até a consequência do consumo em nossa saúde, física e psíquica. 

Sem mais delongas, se eu for citar todas as partes que gostei vou acabar falando do documentário todo. 

O Instituto Nina Rosa possui um ótimo acervo sobre o assunto, um prato cheio pra quem se interessa. Mas quero indicar esse documentário sobretudo para você que por algum motivo acredita na necessidade de manter uma dieta a base de produção animal, não me iludo em mudar convicções, só acredito que qualquer ser humano que possua mesmo que 10% de sensibilidade e logicidade não conseguirá assistir a isso tudo sem balançar aquilo que julga ser verdade. 

Na hora o almoço, do jantar, pare um pouco, olhe pro seu prato se questione: Quem você está comendo?

*Você encontra o documentário completo no youtube.
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